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Quem Nasceu Primeiro?

Análise filosófica sobre quem nasceu primeiro, o processo ou o projeto? Leia, pense e comente ...

 

Existem dois grandes mistérios que povoam o imaginário de quase todo ser humano (que pensa e, logo, existe):

1) Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? Como poderia um ovo nascer sem galinha? E como poderia uma galinha nascer sem ovo?

2) Guindastes erguem os prédios. Mas… quem ergue os guindastes???

Para responder à primeira pergunta precisaríamos discutir Darwin e também discutir se as evidências científicas são suficientes para embasar suas teorias, então melhor deixarmos para um outro momento.

Porém, é preciso atentar-se para um ponto crucial: as estruturas superiores não podem ser erguidas sem uma base sólida, dinâmica e funcional, a qual NÃO pode ser “auto construída”, afinal, se no mundo dos seres vivos o criacionismo ainda é uma possibilidade defendida por alguns, na construção civil absolutamente não é!

Interessante, não??? Porém, o que será que isso tudo tem a ver com o mundo dos projetos?

O questionamento que proponho neste artigo filosófico é: Quem nasceu primeiro, o processo ou o projeto?

Primeiramente vamos entender o que é um projeto e o que é um processo:

  • De acordo com o Guia PMBOK®, um PROJETO é “um empreendimento temporário com o objetivo de criar um produto, serviço ou resultado único”, sendo que, “a natureza temporária dos projetos indica um início e um fim definidos”.
  • E, de acordo com o BPM CBOK®, um PROCESSO é “um conjunto definido de atividades e comportamentos executados por humanos ou máquinas para alcançar uma ou mais metas”. Entretanto, os processos diferem dos projetos pelo fato de estas atividades serem executadas ciclicamente e de estas metas também serem recorrentes.

E a questão aqui é: para criar produtos, serviços ou resultados de maneira eficiente e contínua, ou seja, executar projetos com sucesso, é preciso ter um processo “sólido, dinâmico e funcional”.
Porém, arquitetar um processo de negócio e, principalmente, implementá-lo, poderá ser em algumas situações algo mais complexo que o normal.  Sendo que, fazê-lo sem a execução de um projeto de processo de negócio, torna-se praticamente impossível.

Ou seja, não tem como um projeto nascer sem um processo. Porém, também não há como um processo de negócio nascer sem um projeto. Soa familiar, não soa?

Pois, assim sendo, qual seria a solução?

Eu acredito que a solução seria algo muito próximo do que vimos no caso dos guindastes. Uma “base” sólida, dinâmica e funcional precisaria ser cuidadosamente planejada e montada, para que se torne um “motor propulsor” para que outros projetos e outros processos sejam erguidos a partir dela, fazendo com que esta “estrutura” se expanda e se propague de forma confortável, sustentável e efetiva.

Ao meu ver, esta base não pode ser outra coisa senão um “escritório” conjunto de projetos (PMO – Project Management Office) e processos (BPMO – Business Process Management Office) que, além destas duas expertises, deve também conter um profundo conhecimento do negócio em que o escritório está inserido (tanto no nível da estratégia macro quanto no nível operacional).

Em outras palavras, este “escritório”, mais que um “setor” ou “departamento”, deve ser um CENTRO DE EXCELÊNCIA, projetado para apoiar (e não fazer sozinho) todas as demandas da empresa por processos ou projetos e garantir que seus resultados gerem o valor e os benefícios esperados por seus stakeholders. Uma equipe multidisciplinar e extremamente holística, coesa e dinâmica. Aliás, acredito que “holismo” teria de ser a palavra de ordem deste grupo.

Também, consideramos que a implementação de um escritório de processos e projetos poderá precisar, inicialmente, de algumas mudanças culturais para sair da caixa do processo tradicional, gerando a sinergia  impulsionadora da inovação, que a complexidade, imprevisivilidade e velocidade do século XXI, exige para a sobrevivência das organizações.

E você? Já trabalhou tendo um grupo específico para conduzir iniciativas de projetos e processos? Como foi a experiência?
Já sentiu a necessidade de ter uma “força” condutora?
Já parou para pensar que talvez as dificuldades em executar determinadas iniciativas não sejam causadas pela existência de situações “internas” à iniciativa em si, mas sim pela ausência de um contexto maior “fora” dela?

banner_articulo_03b PMO

Colaborou com esta matéria Fábio Hideki Kawauchi, participante do curso Gestão Integrada de Projetos e Processos (PMO + BPMO) ministrado pela FIXE. Ele conseguiu extrair e resumir muito bem a essência do treinamento.

Fábio Hideki Kawauchi, CBPP é formado em Ciência da Computação pela Universidade São Judas Tadeu. Há 13 anos atua no mercado de Tecnologia da Informação, tendo também formações complementares em métodos Ágeis de desenvolvimento de Softwares e em Gerenciamento de Processos de Negócio (BPM). Certificado CBPP (Certified Business Process Professional) pela ABPMP (Association of Business Process Management Professionals). Possui ampla experiência em BPM e BPMS.

 

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