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O Crescimento do Capital Humano

Por Maria Angélica Castellani

As ideias são livres. São também um recurso abundante, provavelmente infinito. Qualquer pai ou mãe que já tenha deixado um filho de dois anos sozinho por um minuto sabe que ter ideias é uma característica humana inata que não requer treinamento nem educação especiais. O desafio gerencial está no desenvolvimento organizado de ideias construtivas.

Um estudo realizado por Robert Zemsky, professor da Universidade de Pensilvânia e co-diretor do National Center on the Educational Quality of the Workforce (EQW), mostrou que, em média, um aumento de 10% na instrução da força de trabalho levava a um aumento de 8,6% no fator de produtividade total. Por outro lado, um aumento de 10% nas ações representativas do capital, ou seja, o valor dos equipamentos, aumentava a produtividade em apenas 3,4% . Em outras palavras o valor marginal do investimento em capital humano é cerca de três vezes maior do que o valor do investimento em equipamentos.

Portanto, existe uma clara dificuldade em diferenciar o custo de remunerar um funcionário, do valor de investir neles.

A questão é como adquirir volume suficiente de capital humano que possa ser usado para gerar lucros. Se o principal objetivo do capital humano é a inovação, seja sob a forma de novos produtos e serviços ou de melhorias nos processos de negócios, então isso significa que o capital humano é formado e empregado quando uma parte maior do tempo e do talento das pessoas é dedicada a atividades que resultam em inovação.

O capital humano cresce de duas formas: Quando a empresa utiliza mais o que as pessoas sabem e quando um número maior de pessoas sabe mais coisas úteis para a organização.

Para liberar o capital humano que já existe em uma organização é preciso minimizar as tarefas irracionais, o trabalho burocrático, inútil, e as competições internas. O local de trabalho taylorizado desperdiçou ativos humanos nessas atividades.

Na era da informação não podemos usar o capital humano de forma tão ineficiente. Jack Welch disse: “As únicas ideias que contam são as ideias classe A. Não existe segundo lugar. Isso significa que temos que envolver todos na organização. Se fizermos isso direto, as melhores ideias virão a superfície.”

A principal descoberta do Centro de Pesquisa do Aprendizado, localizado em

Palo Alto, Califórnia, (instituição de caridade do Palo Alto Research Center da Xerox) foi que o aprendizado é uma atividade social, ou seja, que o aprendizado ocorre em grupos. Esses grupos foram chamados de comunidades de prática. São um grupo de profissionais ligados informalmente uns aos outros por meio de exposição a uma classe de problemas comuns, à busca comum de soluções e que, em si, incorporam um conjunto de conhecimentos.

Como os gerentes de projeto podem gerar e desenvolver estas comunidades de prática, para adicionar valor nos seus projetos? Eis aqui algumas dicas:

1 – Reconhecer essas comunidades e sua importância. São associações profissionais com uma determinada responsabilidade dentro do seu projeto, onde se precisam ideias e inovação. Defina planos para sua geração e incentive os resultados.

2 – Fornecer os recursos de que elas precisam. Embora não precisem de muitos recursos, facilite o uso de intranet, salas de reuniões ou convide um palestrante.

3 – Fertilize o solo, mas não interfira no crescimento. Os grupos são motivados por seus próprios projetos, para eles as fronteiras existem para serem cruzadas, assim como as montanhas existem para serem escaladas. A informação, portanto, precisa ser livre.

4 – Capacite sua equipe. O mais importante de tudo é a capacitação constante que ajudará no desenvolvimento de novas ideias, de inovação e crescimento.

Finalmente, desejo para todos os leitores os melhores desejos para estas festas e que o ano 2015 seja muito próspero em oportunidades profissionais e em aumento do conhecimento para alavancar seu futuro.

Fonte: “Capital Intelectual” de Thomas A. Stewart

 

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