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Inovação Aberta

Gestão de Projetos

Por Eneida Xavier

A inovação pode ser vista em novas formas de realizar tarefas dentro das empresas (processos produtivos e gerenciais); pode ser na busca de novos mercados para produtos existentes; pode se materializar no desenvolvimento e aplicação de tecnologias em produtos e processos; e pode ser, ainda, inovação em modelos de negócios, ou seja, alterações na forma como as empresas se relacionam com o mercado.

Inovação ou Invenção, analisemos quais são as diferenças?

Invenção: é impulsionada pela curiosidade do inventor, é baseada em conhecimento cientifico e não comercializada.

Inovação: rende um novo valor a um produto que já está no mercado ou inova lançando um produto novo com melhorias de desempenho, a inovação é realizada de forma planejada.

“Solucionar problemas de maneira nova, de uma forma que ainda não tenha sido usada”;

“Tirar caminhos diferentes de soluções para problemas cotidianos”.

O impacto: um dos elementos que sustenta a inovação.

Para um produto ou serviço ser considerado inovador: deve primeiramente causar impacto econômico ou social; integrando competências, sejam tecnológicas, de conhecimento ou de serviço, e ser aplicável ao mercado.

A era da inovação (aberta e colaborativa).

A busca por inovações em produtos e serviços é um objetivo de empresas em todo o mundo. Criam-se equipes para cuidar da inovação, oferece-se consultoria especializada na área, além de treinamentos e cursos voltados para gerenciamento da inovação.

O que muitas empresas já perceberam é que, buscar a inovação internamente, nem sempre é suficiente. Muitas vezes, obtém-se melhores resultados, envolvendo os consumidores, concorrentes, parceiros ou outros, neste processo.

Ou seja, as empresas estão cada vez mais repensando as formas fundamentais pelas quais eles geram ideias e trazê-las para o mercado – aproveitando ideias externas ao alavancar suas atividades internas fora de suas operações atuais.

Esse conceito de se buscar a inovação fora da empresa é conhecido como open innovation. Diz respeito à tendência colaborativa na inovação, descrita por Henry Chesbrough. Segundo ele e outros teóricos que se dedicaram a entender melhor essa prática, a Inovação Aberta se refere a encontrar a solução para os problemas em seus produtos e serviços junto a outras empresas, realizando uma troca de informações que é benéfica para todos os envolvidos.

Gassmann e Enkel (2004), que dividem a Inovação Aberta em três macro-processos a saber:

  • Outside-in (“de fora para dentro”): procurando fontes externas de inovação

De acordo com Conboy e Morgan (2011), é conhecida também como inbound, e aglomera as atividades que têm por finalidade trazer conhecimento e/ou tecnologias externas ao processo de inovação de uma empresa. Modos organizacionais para IA outside-in:“licenciamento para dentro”, participações minoritárias, aquisições,joint ventures, financiamento de pesquisa, a compra de serviços técnicos e científicos e alianças sem capital.

  • Inside-out (“de dentro para fora”): compartilhamento de tecnologias com organizações externas

Conforme Conboy e Morgan (2011), é conhecida também como outbound, sendo composta por atividades que visam a gerar novas fontes de receita pela utilização de conhecimento e/ou tecnologias internas em novos mercados. Modos organizacionais para IA inside-out: “licenciamento para fora”, spin-offs, venda de projetos de inovação, joint venture para a comercialização de tecnologia, prestação de serviços técnicos e científicos, investimentos corporativos e alianças sem capital.

  • Coupled (“acoplado”): diz respeito a parcerias, alianças e joint ventures entre atores diversos, que podem ser de mesma natureza (duas ou mais empresas) ou de natureza diversa (parcerias universidade-empresa). Conboy e Morgan (2011) afirmam que esta abordagem de Inovação Aberta combina o processo outside-in com o processo inside-out. 

 

 

Processo Inovação Aberta

A implementação da Inovação Aberta depende de três fatores: Segundo Mortara e Minshall (2011):

  1. Necessidade de inovação (se é evolucionária e/ou revolucionária),
  2. Momento da implementação (antes e após a publicação do trabalho sobre o modelo)
  3. Cultura organizacional (o que, segundo os autores, pode anular os outros impulsionadores de implementação).

Benefícios da Inovação Aberta.

Abraçar Inovação Aberta traz benefícios tangíveis para corporações, grandes ou pequenas, tais como:

  • Melhoria na qualidade e agilidade do desenvolvimento
  • Melhora geral na produtividade das equipes
  • Estabelecimento de visões tecnológicas
  • Redução do risco através da partilha com parceiros ou intermediários
  • Facilita a inovação disruptiva

Inovação Aberta vs Inovação Fechada ou Tradicional.

A Inovação Aberta se refere assim a um fluxo aberto, no qual os recursos se movem facilmente na fronteira entre empresa e mercado.

De maneira oposta, closed innovation (ou inovação fechada) refere-se ao processo de limitar o conhecimento ao uso interno da empresa e não fazer uso ou somente pouco uso do conhecimento exterior.

Principais características e diferenças dos dois modelos de inovação: [Rahman e Ramos(2010)]

Inovação Aberta

Na hora de aplicar em uma empresa os conceitos da open innovation, será preciso rever primeiramente toda a cultura organizacional. Para que sua implementação seja bem sucedida, deverá haver compartilhamento de conhecimento, cooperação entre parceiros comerciais, fornecedores, usuários. Seus departamentos fechados de pesquisa e desenvolvimento deverão agora englobar ideias internas e externas. Assim sendo, a empresa terá possibilidade para pensar em novos produtos, construir parcerias, desenvolver relacionamentos mais satisfatórios com colaboradores e clientes, aumentar a eficiência e gerar mais valor agregado.

Sobre o Autor

Eneida EngelbrethEneida Xavier Engelbreth. Arquiteta. Cursou MBA em Gestão de Projetos na Fundação Getúlio Vargas (FGV). Possui Certificação Scrum Master pela Scrum Alliance. Consultora em Gestão de Projetos e Processos. Possui experiência como Gerente de Programa e Projetos de Tecnologia no ITAUBBA, Gerente de Projetos do PMO na CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, Gerente de Projetos em Consultoria para o PMO do Bradesco; Gestão da qualidade e Processos no PMO do CITIBANK. Docente de pós-graduação em Gerenciamento de projetos.

 

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